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domingo, 6 de abril de 2014

CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÕES DE REDAÇÕES


FUGAS:

1.       FUGA DO TIPO REDACIONAL: O ESTUDANTE fez uma carta quando foi pedido uma dissertação, ou fez uma fábula quando pediram uma descrição...

2.       FUGA DO ASSUNTO: mistura as ideias, se distrai e acaba falando de outro assunto...

DA ESCRITA CORRETA DAS PALAVRAS NO TEXTO:

3.       ORTOGRAFIA
4.       ACENTUAÇÃO
5.       PONTUAÇÃO.
DA ESTÉTICA DO TEXTO:

6.       RASURA-BORRÃO
7.       CALIGRAFIA
8.       MARGEM

DOS ESPAÇAMENTOS:

9.       DO INÍCIO DO PARÁGRAFO (dois dedos, ou 1,5)
10.   DO TÍTULO PARA O INÍCIO DO TEXTO (duas linhas)

DA ESTRUTURA DO TEXTO:

11.   SE TEM INTRODUÇÃO/DESENVOLVIMENTO/CONCLUSÃO E SE ESTÃO DIVIDIDOS POR PARÁGRAFOS.

12.   QUANTIDADE DE LINHAS PEDIDAS. Não escreva menos do que se pede.

OUTROS ERROS COMETIDOS:

13.   REPETIÇÕES DE PALAVRAS OU EXPRESSÕES. PALAVRAS OU EXPRESSÕES.

14.   RODEIOS – ideias sem fechamento.

15.   GÍRIAS NÃO PODE.

16.   PALAVRÕES NUNCA.

E O PRINCIPAL:

17.   ERROS DE LÓGICA
18.   CLAREZA DE SENTIDO.

JCARLOSJR. 

Dez politizados e um que andava a pé

Não cuido do que não amo
Odeio o que me convém
Se não me ensinaram a amar política
Político não farei por teu bem

Sei dividir o corpo humano
Em mil pedaços antropofágicos
Mas não sei como tramita
Uma lei no meu estado.

Não cuido do que ao amo
Odeio o que me convém
Se não me ensinaram a amar política
Não posso ser para o que vim.

Deixam-me cego para me deixar dormente
A vista não se cansa só pelo tormento
Tem coisa mais venenosa que a droga
É o egoísmo do orgulhoso que só se vê
O seu espelho espalha sombras

A sexta feira chega para todos
Mas no interior é se embriaga com mais gosto
Os jovens longe da lucidez
E os velhos sem força de ordená-los.

É dia de bebedeira
É show da banda tal
Pena não ser aquela
Do Chico Buarque.

A zuada é tanta que me deixa surdo
Gastam o que não tem
Possuindo o que não lhe pertence
Usufruem da ilusão de ser alguém
Mas esquecem de construir primeiro os sonhos
Que os sustém.

A bebida não sobrou
Mas de algum modo um não ficou sóbrio
Nessa hora adormecem-se os sentidos
E a mente não esconde
Suas verdades...



Chegará o dia, amigo, em que sentirás a dor do meu peito
Pois igual a você um dia acreditei em todos



Mas ninguém acreditou em mim.

sábado, 5 de abril de 2014

“O QUE É HISTORIA?” FICHAMENTO DO LIVRO DE VAVY PACHECO BORGES

Definir o termo Historia é de certo modo desnecessário (Etimologicamente é “investigação”, “informação” e vem do grego), pois estamos permeados pela passagem do tempo a todo momento. Alguns até dizem que tudo é passado, o instante é fugaz e o futuro é ainda nem feto é, tampouco nascituro.

Mas estudar o passado ajuda a entender o hoje para não ser iludido por vãs explicações que legam ao acaso e sorte, destino ou vontade de deuses alheios o bem estar dos homens, enfim, a “casuística” da Historia pode nos afastar dos preconceitos e superstições.

Quem sabe sua Historia pode mudar sua Historia e diferenciar-se de seus antepassados. Como bem diz o ditado “inteligente é o homem que aprende com seus erros, sábio é aquele que nem precisa errar, só precisa ver os erros dos outros para aprender”.
O conhecimento sobre a Historia é processo dinâmico dominado pelas descobertas e não está engessado, visto que não está fundado em dogmas, mas em provas cabíveis.                   É gerúndio e não particípio!

Um problema no entanto se cria: a Historia deve discorrer só sobre o passado ou pode fazer previsões? O que é próprio de sua natureza? A primeira forma de explicar o mundo e a origem das coisas, dos homens e do mundo foram as cosmogonias, e demais mitos gregos. Neles se falava de um tempo que não se ligava diretamente ao agora. Sua visão de mundo era teológica permeada por inúmeros deuses. A vida e a Historia tinha um sentido circular, pois a roda da Fortuna ora deixava um por baixo quanto por cima. A sorte e o acaso praticamente não existiam. Era o fado, a providência dos deuses, a amizade ou a inimizade para com eles que determinava como se desenrolaria a Historia dos homens.

A explicação mítica não desaparece nos nossos dias e está presente em quase todas as culturas e manifestações populares. O que sucede ao misticismo grego como forma de explicar a Historia é a filosofia em sua busca pela racionalidade.
O grego de Halicarnasso, Heródoto, pode ser chamado Historiador com propriedade, pois foi o primeiro investigador que saiu de frente dos papéis e foi ao encontro de culturas estranhas aos gregos para pesquisar e registrá-las em tinta e papel para que as “ações dos homens não se percam no tempo”. 


Depois dele e de Hecateu de Mileto os Historiadores não estão preocupados com um tempo histórico genérico, atemporal até, perdido no passado em que deuses habitavam este mundo, mas a momentos históricos específicos reais ligados batalhas, conquistas de territórios, ascensão de povos e de impérios etc. Não se procuram causas sobre-humanas, mas intra-humanas, dedutíveis pela análise dos fatos, dos eventos históricos.  
Já em Roma o registro da História era pragmático, utilitarista e servia apenas para fazer-se notar a força de seu Império recém-formado a partir dos anais do Rei. A curiosidade grega foi quase abandonada!

Diferentemente dos gregos, os judeus trouxeram uma visão de mundo linear onde a ação de Deus no mundo era corrente de forma invisível nos acontecimentos e nas ações humanas. O Cristianismo segue a mesma linha de raciocínio e afirma que a Historia humana tem uma finalidade: termina em Deus, e um fim: pois assim como um dia nasceu, um dia morrerá. É semelhante à própria vida. O ponto alto dessa revelação aos homens é o Filho de Deus nascido homem, Jesus Cristo, o Nazireu. Os cristãos voltam, portanto, a explicar sobrenaturalmente a realidade, como no tempo das mitologias. A força Cristã no mundo ocidental foi tão grande que a própria Historia da humanidade ficou dividida entre antes e depois do evento natal do “Mestre Galileu”. Desde aí a concepção geral era de que o mundo ficou dividido em dois planos: o divino e o humano; o superior (perfeito), e o inferior (imperfeito). Santo Agostinho, bispo católico foi quem introduziu esta interpretação teológica da Historia, visão de fé que iria permanecer por toda a Idade Média, período posterior à Antiguidade Clássica donde vinham os primeiros filósofos e Historiadores gregos. Nesse tempo tudo era dominado pela atuação e influência da Igreja e seus clérigos. Os documentos históricos dessa época são produzidos pela igreja e por seus membros letrados e até mesmo os reis eram analfabetos.

Na Idade Moderna o papel da Burguesia mudou os rumos de como a Historia era contada. Interessados em comércio e indústria, promoveram um fenômeno de urbanização dos reinos. Devido à expansão comercial pelas Grandes Navegações do sec. XV e XVI os burgueses puderam levar seus ideais humanistas praticamente a todos os recantos do planeta, deixando de lado a panorâmica teológica do período anterior e colocando o homem no centro do mundo outra vez.
Os burgueses entraram em contato com a filosofia grega pelos árabes, promoveram o liberalismo econômico e o racionalismo, e os estudiosos humanistas começaram a usar de técnicas novas de análise de documentos históricos como a Cronologia (estudo da fixação das datas), Epigrafia (estudo das inscrições), Numismática (estudo das moedas), Sigilografia (selos e sinetes), Diplomática (diplomas), Onomástica (nomes próprios), Heráldica (brasões), Genealogia (linhagens familiares), Arqueologia (vestígios materiais antigos), Filologia (escritos antigos). Essas são as disciplinas que auxiliam até hoje a Historia no papel de desvendar o passado.

O Racionalismo é sucedido pelo Iluminismo, Idealismo, Empirismo e Positivismo. Os iluministas viam a Historia protagonizada pela razão humana. O pensamento é que guia a evolução progressiva dos seres humano no tempo. A humanidade dominará ainda mais a natureza e a si mesmo para o crescimento. Gerou-se um otimismo na capacidade individual humana de trabalhar para o seu próprio progresso que vem através da liberdade, contra as forças dos reinos e da Igreja. Nascem estados nacionais com o mesmo ideal, fortificados pelo financiamento privado de burgueses e/ou intelectuais. Surgem inúmeras sociedade de pesquisa, governamentais ou particulares.

O que interessa não é mais a Historia da espécie humana, mas sim das nações para criar uma identidade nacional coesa; é uma Historia escrita sempre sob o viés político.                  É a política que decide sobre a Historia, portanto. Seus Historiadores são conhecidos como românticos, pois falam do passado de seus povos com saudosismo e nostalgia.                            Esse nacionalismo europeu cria alianças e gera concorrências acirradas que vão fazer eclodir uma Grande Guerra Mundial e posteriormente a Segunda.

Contra essa visão restritiva de olhar a Historia nasce uma teoria criada por Hegel: a Lei da Dialética, segundo a qual a Historia gira conforme a oposição de contrários que geram sempre uma nova realidade que não é nem parte da primeira nem da segunda (tese, antítese, síntese).
A evolução da humanidade não é retilínea e indefinida, mas dialética (proposta, resposta e resultado). Nasce no século XX o Materialismo Dialético e Histórico, nascido das mentes de Karl Marx e Fiedrich Engels. Estes são ligados a uma tentativa de transformação revolucionária da sociedade capitalista burguesa vigente, pois acreditam que não basta somente estudar a Historia, é preciso mudá-la. Mas o que é o Materialismo Histórico afinal?

O Materialismo mostra que os homens para sobreviver transformam a natureza,e dominando-a, conseguem pular para um outro estágio: dominar o próprio homem.Em toda a Historia das civilizações há um combate do homem contra o próprio homem. Mas esse domínio não é de todos com todos, mas de classes bem favorecidas economicamente sobre as menos favorecidas. Por isso, para Marx e Engels, não é a Política que comanda as decisões globais das sociedades, mas a Economia (produção dos meios de consumo). Pois as relações entre quem produz e quem consome pode se ver também no olhar sobre os países, quando tínhamos países escravizados, conhecidos como colônias, que davam comida e riquezas através de seu trabalho árduo e tratamento desumano para os países ricos europeus.

Já os franceses iniciaram na década de 30 uma escola de pensamento histórico-crítico conhecida como “Escola dos Anaes” ou simplesmente “Escola Francesa” liderados por Marc Bloch e Lucien Febvre. Em vez do estudo dos fatos singulares, estudam-se as estruturas sociais macro (economia, política, cultura, religião, sociologia etc) e aceitam a Historia total, sob todos os aspectos humanos e áreas do conhecimento e não somente pelo viés político ou econômico.
Mesmo assim sempre houve uma tendência a prevalecer no estudo da Historia uma visão unilateral, fechada dos europeus: o eurocentrismo. Foi a Segunda Guerra com as atuações de sucesso de países como Estados Unidos, Japão e Rússia que o olhar se descentraliza para nações insurgentes no cenário mundial. Hoje em dia a Europa não é mais o centro do mundo e explicar a Historia da humanidade só pelo lado do Ocidente não tem mais razão de ser. Cresce um desejo de se estudar a “Historia das civilizações” já por conta da “Escola dos Anaes”.
Muitos ainda começam a se interessar pela chamada “Historia Serial” que não está preocupada com as mudanças, mas com as permanências. Não pontuam momentos de transição de um período na Grande Historia para outro, mas o que era comum neste ou naquele povo segundo características que nos são universais enquanto seres humanos:             a Historia do medo, da alimentação, do sexo, das classes, até mesmo os detalhes do cotidiano contam dentro dos agrupamentos sociais nessa nova consciência histórica.

Começou-se a criticar, por exemplo, o fato de que a Historia oficial era entendida apenas enquanto Historia escrita. Não se valorizava a oralidade. E por outro lado ainda tem o fato de que existem grupos sociais dominantes que mesmo de modo implícito e não expresso, controlam os dados escritos, documentos e relatórios da realidade a seu favor. E são sempre os que leem que fazem esse controle, nunca os pobres, nunca as mulheres, nunca as classes minoritárias, nunca os escravos, nunca os trabalhadores. A Historia não é contada pelos perdedores, mas pelos que vencem e sobrevivem. Onde ficam os dois lados da moeda? Existirá imparcialidade na Historia?
Algumas mudanças são patentes hoje: antes os historiadores faziam o que lhes ordenava, hoje escolhe seu objeto, seu modo de pesquisa, seus instrumentos, sua maneira de expor o material conclusivo. Quanta mudança! Hoje não são mais neutros ao olhar, imunes ao criticar. Além do mais não é só o Historiador que analisa a realidade. Todos nós temos instrumentos suficientes para debater e rebater. Todos nós estamos inseridos na Historia e fazemos a Historia! Não são os homens do passado que a controem. Somos nós que contruiremos o futuro que um dia passará. E nesse dia seremos passado também!

Hoje a Historia não trabalha sozinha, mas aliada a outras Ciências Humanas como Psicologia, Sociologia, Antropologia, Economia, Demografia, Filosofia, Ciência Política etc). Preconceitos como comparar sociedades e enquadrá-las em desenvolvidas e                             não-desenvolvidas são anacronias. Povos indígenas nada tem de inferiores em relação à sociedade europeia. Assim valorizam-se as diferenças, pois é o diferente que produz o novo.
Enfim, não dá pra se tirar lições de moral da História nem buscar uma filosofia de vida a partir dela, mas dá para reconhecer-se como um membro vital dessa realidade que nos faz indagar sobre nós mesmos em todo tempo e lugar pois a “Historia é filha do seu tempo” e nós somos “Filhos da Historia” e senhores dela!

 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O gigante roncou tão alto que finalmente acordou-se a si mesmo para esmagar

Ainda somos índios
Ainda vendemos nossa alma inconscientemente ou não por migalhas, trapos e penduricalhos.
Ainda queremos ver a nós mesmos no espelho e não a realidade.
Agora não mais o homem branco, mas toda a classe branca. A classe do poder. A verdadeira classe que manda no país.
Era sonho de Platão que os lideres de uma nação fossem os amantes da sabedoria. Mas o que vemos então é atuarem os amigos do dinheiro.
Aqueles que contratam pistoleiros para convencer sem diálogo, os que enviam a polícia para coagir sem maiêutica.  Os que enviam seus cães mais ferozes para abafar a zona de guerra de ideias sem diplomacia, nem justiça, nem boa vontade ou bom senso.
Os mesmo que rejeitam a revolução em vista de uma falsa imagem de ORDEM E PROGRESSO, quando nos bastidores só impõe a ODE AO REGRESSO.
Pois é isso: ainda trocamos ouro por dentaduras, prata por pente e bronze por rasuras do bem comum.
E os entregamos aos donos de metade do país, chefes das grandes empresas e enormes espólios da democracia. Bem conheceis vossos tesouros: vão desde times de futebol, bancos, construtoras, mercadões, a grã-latifundiários da Amazônia. Estes consideram os territórios indígenas seu quintal, a urna eleitoral é sua latrina, e os campos de açúcar alagoanos sua senzala mais obscura, porém lucrativa.
Vivemos no país que aos seus filhos dá lavagem e aos estrangeiros vende a Friboi da melhor qualidade. Aqui nada do que se planta, dá: vende-se, e caro.
Amigos, não é o Redbul que dá asas, mas a verdade, pelo conhecimento. Queres ser livre? Conhece-te a ti mesmo e aos teus verdadeiros inimigos! O poder vem da mente sã e a razão vem de um coração livre e com coragem.
Reconheçam quem de vocês quer lhes prender sem grades. É arma deles cegar o povo, apagar-lhes a luz da verdade com a isenção da educação nos estados e municípios.
Falta essa luz nas escolas. Mas essa fagulha não vem da Hidroelétrica macro-econômica, mas sim pelo esclarecimento das consciências incautas. Acendeu-se o candeeiro, mas faltou querosene. Porque dizem que não há recursos suficientes da República Federativa do Brasil no pavil, ela que é a sexta economia do globo.
Mas não há problema, a aula não pode terminar, vamos para fora! A sala de aula virou uma caverna platônica onde a paixão pelo sucesso não liberta, mas aprisiona. Ouço uma voz que não cala: “Vem pra rua, Vem pra rua!”
Mas até a luz da lua desapareceu na sua mais triste fase. É lua minguada, igual ao caldo da merenda que falta. Até a lua tem fase, mas melhora; e tu, Brasil, porque não agora?!







Um se diz sensato e grita: vamos para casa apoiar a greve sentado numa poltrona enviando msn de boa vontade e voto de sucesso.
Já o sistema divide opiniões. Será que o Estado existe para o bem comum ou para comer bem?
Formamos cidadãos ou massa de manobra?
O número pode estar bonito, mas a letra está torta!
A foto está linda, mas é uma montagem caseira de Photoshop.
A educação passa quem não pode passar pra poder deixar passar os que nunca deviam ter entrado.   
Trancamos as portas das escolas contra as drogas, mas os traficantes não estão fora.
O chefe da quadrilha estudou em Sourbone.
Ninguém passou de ano na escola-prisão por bom comportamento.
Mas sim. Existe sim uma luz no fim do túnel do esgoto: um futuro menos roto.
Mas Michael, eles não ligam pra gente!
O pobre menino descalço está numa encruzilhada entre a cruz e a espada: ou vai estudar numa escola violenta ou vai para a roça amolar enxada. O Bolsa-família é tão pouco que não compra nem uma bolsa para os livros.  
O sistema de ensino é uma rede preguiçosa ao sol de Ipanema: não vê nenhum problema!
Até que um dia é assaltado! Passe o relógio! O tempo acabou. A sua hora chegou, Brasil, e agora? O Gigante acordou, vamos embora?

JCARLOSJR.




domingo, 11 de março de 2012

AS QUINZE BERAKOT JUDAICAS, AS BÊNÇÃOS DA MANHÃ


Ao acordar, diga:


"Meu Deus, a alma que me destes é pura.
Tua a formaste em mim.
Tu inspiraste em mim.
Tu a conservas em mim.
E um dia tu a tomarás de mim e me devolverás no futuro.
Por todo o tempo que a alma está dentro de mim, eu te dou graças diante de ti, Senhor meu Deus, e Deus dos meus pais, Senhor dos meus pais, Senhor de todas as minhas almas.
Sê bendito, Senhor, que fazes as almas voltarem aos corpos mortos"

Ao ouvir o canto do galo, diga: "Bendito seja aquele que deu inteligência ao galo, para distinguir o dia da noite"

Ao abrir os olhos, diga: ""Bendito aquele que dá ao cego a capacidade de ver"

Ao se levantar e sentar-se na cama, diga: "Bendito aquele que liberta os prisioneiros".

Ao se vestir, diga: " Bendito aquele que veste os nus".

Ao se levantar, diga: "Bendito aquele que ergue os que estão curvados".

Ao descer da cama, tocando a terra, diga: "Bendito aquele que estendeu a terra sobre as águas".

Ao ficar totalmente de pé, diga: "Bendito aquele que dispõe os passos do homem".

Ao calçarem os calçados, diga: "Bendito aquele que satisfaz as minhas necessidades".

Ao apertar a cintura, diga: "Bendito aquele que cinge Israel com força"

Ao envolver a cabeça com o sudário, diga: "Bendito aquele que coroa Israel com majestade"...

Ao lavar as mãos, diga: "Bendito aquele que nos santificou com seus preceitos e nos mandou lavar as mãos".

Ao lavar o rosto, diga:

"Bendito aquele que desata os laços do sono dos meus olhos e a sonolência de minhas pálpebras e que tua vontade, Senhor meu Deus, seja que tu me habitues à tua lei e faças cair no poder do pecado, da iniquidade, da tentação e da vergonha, e dobres minha índole para que te seja submissa; afasta-me do homem mau, das más companhias e torna-me afeiçoado à boa índole, a um bom companheiro no teu mundo, e faze sim, que hoje e todos os dias eu encontre graça, caridade e misericórdia aos teus olhos, e aos olhos daqueles que me veem; e realiza boas obras por minha causa. Sê bendito, Senhor, que realizas coisas boas em benefício do teu povo de Israel".

Do livro LITURGIA JUDAICA, fontes, estruturas, orações e festas. De Carmine di Sante. Editora Paulus. São Paulo 2004. Tradução de João Aníbal Garcia Soares Ferreira